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Re: dopplerFrom: Dr. Olidio Vaz Primo (olidio@net21.com.br)Fri, 8 Oct 1999 15:57:19 -0300
prezado dr. claudio.É exatamente essa a resposta que realmente responde o que penso. Será um feto oligurico(oligohidramnio) não terá lesão renal, ou pulmonar ou pior cerebral, pois demonstra uma desnutrição evidente. Uma falta de acido folico já produz um monte de desgraça. e a falta de amnioacidos essenciais?.O que me atormenta é a qualidade de meu berçario que realmente torna um feto de 30 semanas para mim um prematuro extremo. Quando vejo retirar vivo, feto de 600 grs., em uti neonatal de alto nivel, fico no desespero. abraços olidio olidio@net21.com.br
> ----- Original Message ----- Caro Dr. Olipio Apesar da mensagem ter sido dirigida para o Dr. Jacyr eu gostaria de fazer algumas colocações: A chamada "programação fetal" para distúrbios metabólicos e cardiovasculares na vida adulta, como referido pela Dr. Liliana e muitos outros autores, refere-se a conseqüências que o retardo do crescimento e suas altrações no metabolismo fetal podem promover na vida adulta, em virude da desnutrição promovida pela insuficiência placentária. Os exames de avaliação da vitalidade fetal relacionam-se ao acompanhamento de fetos de alto-risco, principalmente para o óbito intra-utero, tanto que não são indicados e nem melhoram o prognóstico de gestações de baixo risco. Portanto os fetos que terão a sua vitalidade acompanhada, quer pelo doppler arterial ou venoso, quer pelo perfil biofísico fetal e MAP, em geral, já estarão com sua nutrição comprometida e TALVEZ com a sua "programação" metabólica intra-utero definida. Quanto a interpretação do doppler das artérias umbilicais está exata a sua colocação, ela avalia o estado da placenta, e a centralização ocorre na circulação fetal ( cerebral, aorta, renais ...). O fato é que, em geral, quem vai centralizar são os fetos com insuficiência placentária ( RCIU ) e que apresentam doppler das artérias umbilicais alterado, e por isto a diferenciação no prognóstico dos fetos com RCIU com doppler umbilical normal ou alterado. Então, a dúvida que atormenta a todos ainda é: será que os fetos que forem interrompidos quando houver diminuição de suas atividades biofísicas, no sentido de economizar energia devido à hipoxemia, já terão comprometimentos neurointelectuais que irão repercutir na vida adulta? Será que um feto prematuro (e às vezes ao extremo) que encontra-se centralizado ( compensando uma hipoxemia cronica ) e com atividades biofísicas normais deve ser retirado do útero neste momento? Será que as alterações hemodinamicas cardiovasculares do compartimento venoso precedem a diminuição das atividades biofísicas? Portanto, enquanto não tivermos a possibilidade de tratarmos estes fetos com RCIU no seu problema inicial (insuficiencia placentaria e consequente desnutrição intra-uterina ) através de mecanismo de nutrição tipo parenteral por cordocentese, permaneceremos na vigilancia do obito intra-utero e na retirada prematura dos conceptos para terapeutica em UTI neonatal. Desculpe se me alonguei muito na mensagem tornando-a um pouco confusa Claudio Sitya Santa Maria RS csitya@zaz.com.br -----Mensagem Original----- De: Dr. Olidio Vaz Primo Para: Multiple recipients of list OBSTET-L Enviada em: Quinta-feira, 7 de Outubro de 1999 17:26 Assunto: doppler dr.josé jacyr. Estive recentemente reciclando com o prof. Bailão onde ele mostrava o valor do doppler na desnutrição fetal que levava ao CIUR. Dizia ele que as consequencias da centralização fetal são muitas vezes minimizados porque nosso padrão de normalidade do ser humano é muito arcaico.Se o individuo fala e anda é considerado normal, porque desconhecíamos o potencial neurologico do feto antes de seus neuronios serem fritados. A opinião do prof. foi para mim valorizada quando li o artigo da dra Liliana s. voto na obgyn mostrando as consequencias trágicas a longo prazo do ciur. Para Bailão e Montenegro a cardiotografia só é usada no sofrimento fetal agudo anoxico e não o da desnutrição. Monte Negro usa a cardiotocografia computadorizada para detectar as micro variações tentando postergar a retirada do feto prematuro extremo. Segundo eles a arteria umbilical só mostra o estado da placenta e não a desnutrição fetal. Esta seria demonstrada na arteria renal, aortica e cerebral media(centralização). Como sei que o sr. é um estudioso do assunto gostaria de saber sua opinião. olidio@net21.com.br
Administrador da lista: flavio.monteiro.desouza@obgyn.net Solicitações à lista: obstet-l-request@obgyn.net Última atualização: Mon May 19 16:38:32 2008 |
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