Re: Morte fetal em gravidez gemelar de 32 semanas

From: Mário Libardi (maerli@laser.com.br)
Mon, 4 Oct 1999 07:42:56 -0300


Em relaçao a centralizaçao(brain sparing) utilizo como parametro,que até agora mostrou-se fidedigno a Relaçao entre os Indices de resistividade nas arterias umbilical e cerebral media,sen do consideradas anormais relacoes com valores superiores a 1,1. Nao deixando de salientar,como adequadamante considerado pelo colega Sitya,que devemos ter sempre em mente uma visao global da gestacao,nao nos atendo apenas a valores e tabelas "per se".

MARIO LIBARDI AIUM-FEBRASGO-CBR membro MULTIMAGEM ULTRA-SONOGRAFIA Botucatu-SP

De: Claudio Sitya <csitya@zaz.com.br> Para: Multiple recipients of list OBSTET-L <obstet-l@talk.obgyn.net> Data: Sexta-feira, 1 de Outubro de 1999 20:23 Assunto: Re: Morte fetal em gravidez gemelar de 32 semanas

>Caro Fernando
>
>Pelo que eu entendi havia o diagnóstico decentralização ao doppler antes do
>óbito de um dos gemelares?
>O que há descrito da baixa utilidade do doppler na gestação gemelar na
>verdade é pelo uso do doppler exclusivamente das artérias umbilicais como
>preditor da síndrome de transfusão feto-fetal.
>Agora o doppler em um sentido mais amplo, como em sua utilização para
>avaliação da vitalidade fetal, tem o mesmo valor do que em gestações
únicas. >Existe uma enorme confusão em relação ao uso do doppler em geral, e maior
>delas é associar a avaliação da artéria umbilical com a centralização.
>O doppler da artéria umbilical avalia a placenta e não o feto. Uma gestação
>com diástole zero ou reversa significa aumento da resistência placentária
em >geral devido a ocorrencia de trombose, embolizaçòes, infartos ou
deficiencia >em sua formação com má vascularização das vilosidades. Por isto a gestação
>será sssociada a piores resultados perinatais.
>A centralização da circulação fetal é diagnosticada pela avaliação
>principalmente das artérias cerebral média, aorta descendente e artérias
>renais.
>Portanto, mesmo na gestação gemelar o doppler deve ser valorizado!!!!
>Ao meu ver um feto com centralização e prematuro deve ser acompanhado pela
>avaliação do doppler venoso ( umbilical, cava inferior e ducto venoso ),
>ocasião em podemos realizar em conjunto o perfil biofísico fetal. A
>realização da monitorização ante-parto pode ainda ser valorizada em
>situaçòes extremas em que o nosso objetivo seja exclusivamente evitarmos o
>óbito fetal intra-útero. Isto por que, os trabalhos mais antigos de MAP e
>PBF são amplamente convincentes em que , nas gestações de alto risco, o PBF
>e MAP normais nos dão muita segurança de que não ocorrerá o óbito fetal.
>Então, estes exames ditos ultra-passados por muitos especialistas, têm
>enorme utilidade até hoje.
>O assunto é muito extenso e espero receber comentários dos nossos colegas
>para aumentramos o esclarecimento deste tão importante assunto: vitalidade
>fetal.
>
>Abraços
>
>Claudio Sitya
>Santa Maria -RS
>
>-----Mensagem Original-----
>De: Fernando Luiz Cesário <fcesario@estaminas.com.br>
>Para: Multiple recipients of list OBSTET-L <obstet-l@talk.obgyn.net>
>Enviada em: Sexta-feira, 1 de Outubro de 1999 10:40
>Assunto: Morte fetal em gravidez gemelar de 32 semanas
>
>> Gostaria de receber críticas e ajudas acerca do seguinte caso clínico:
>paciente com gravidez de alto
>> risco, primigesta tardia (39 anos), TABAGISTA, extremamente negligente
>(não segue a maioria das
>> orientações, especialmente no que se refere a nutrição e repouso), com
>gravidez obtida de inseminação
>> artificial, gemelar, na 32ª semana, a que já vinha havendo
comprometimento >de um dos gêmeos, que
>> apresentava sinais de insuficiência placentária severa - insuficiente
>ganho ponderal entre o 6º e o 7º mês
>> de gestação e centralização há cerca de 2 semanas ao doppler. Iniciei com
>repouso absoluto em decúbito
>> lateral esquerdo, dieta hiperglicídica e hiperproteica, AAS (75 mg/dia) e
>cálcio (1 g/dia), que não sei se
>> foram seguidas, apesar da minha insistência na necessidade delas. No
>entanto, o último USG revelou morte
>> de um dos gêmeos. Optei por uma conduta espectante, pelo menos nas
>próximas semanas, quando tentaria
>> acelerar o amadurecimento fetal com corticóide, fazendo o acompanhamento
>com a dosagem de fibrinogênio,
>> plaquetas e leucograma, deixando para intervir pelo menos na 35ª semana,
>ou quando for imperativo -
>> coagulopatia, infecção ou trabalho de parto prematuro.
>> Por favor, queiram criticar as minhas orientações e enviarem-me
sugestões. >> Muitíssimo grato.
>> Dr. Fernando Cesário
>> Cataguases - MG
>>
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