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=?iso-8859-1?B?T3Bpbmnjbw==?From: Dr Sergio Ragi - CEDOES (seragi@tropical.com.br)Thu, 11 Mar 1999 22:07:54 -0300
Comento a discussão em andamento dos Drs. Desde Ivan Jesus e João Lindolfo Borges sobre conduta diagnóstica em Osteoporose. Desde 1993, com o estabelecimento da definição científica da Osteoporose, a massa óssea assumiu papel central no seu diagnóstico. Não mais a fratura mas a massa óssea passou a ser elemento FUNDAMENTAL para seu diagnóstico. A alegação de alguns de que a avaliação de parâmetros bioquímicos possui íntima correlação com a massa óssea constitui um grosseiro equívoco de interpretação estatística. Os coeficientes de correlação (r, r2) não podem concluir nada por diversas razões : 1. Embora a correlação estatística de centenas ou milhares de casos deja razoável (cerca de 0,70), a dispersão destes dados é grande, o que reduz drásticamente seu valor estatístico; 2. Para uma predição eficiente da perda de massa óssea pelos métodos bioquímicos necessitaríamos avaliar ao mesmo tempo ao menos um marcador de formação e um marcador de reabsorção. Assim, da diferença entre formação e absorção poderíamos concluir alguma coisa. Entretanto, raciocinemos : Se utilizamos um marcador de reabsorsão como o NTx (%CV de 30%) e um marcador de formação como a osteocalcina (%CV de 35 a 40%) e a diferença entre formação e reabsorção for, por exemplo, de 28 %. O que poderíamos concluir ??? Simplesmente NADA. Agora, se reunirmos 1000 pacientes e repetirmos este procedimento e observarmos uma média semelhante, de 28%, ainda assim NADA poderíamos concluir. A unica aplicabilidade dos marcadores bioquímicos parece ser a de acompanhar, num mesmo indivíduo, a efetividade de terapias antireabsortivas. De outra maneira estaremos diagnosticando "estatisticoses" e não distúrbios metabólicos de verdade. Atenciosamente, Sergio Ragi Eis, M.D.
Administrador da lista: flavio.monteiro.desouza@obgyn.net Solicitações à lista: obstet-l-request@obgyn.net Última atualização: Mon May 19 16:37:15 2008 |
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