Re: Re: Toxoplasmose congênita

From: attilio brisighelli neto (brisiga@hotmail.com)
Wed, 03 Mar 1999 15:31:20 PST


Caro colega, apenas determinei a soroprevalencia nas gestantes aqui em Bragança Paulista - SP e nas 400 gestantes examinadas nao encontrei soroconversao, nao sendo possível pelo pequeno número de casos determinar este dado porem lhe envio dados da literatura se forem uteis.

A prevalência da infecção é alta e varia de 40% a 80% de indivíduos infectados, dependendo essa taxa da combinação de padrões de vida, cultura e clima (COUTINHO et al.; 1983, GABBE, 1986; REMINGTON e DESMONTS, 1990; AMATO NETO e BARONE, 1991; FRENKEL, 1991) A faixa etária de maior risco para um indivíduo se infectar pelo Toxoplasma gondii está entre 10 e 49 anos, período no qual a mulher tem maior oportunidade de engravidar (FRENKEL, 1973). A incidência da infecção congênita, depende do número de gestantes soronegativas que vão adquirir toxoplasmose durante a gestação e a incidência de toxoplasmose congênita vai depender da infecção e passagem do Toxoplasma gondii pela placenta (REMINGTON e DESMONTS, 1990), GUIMARÃES et al. (1993) calcularam que o risco da soroconversão da gestante é em torno de 0,57% em um ano, sendo estimadas 0,8 crianças infectadas em 1.000 partos. Quanto à incidência da infecção congênita, CASTILHO ( 1976), na cidade de São Paulo, encontrou 16 crianças infectadas em 1.000 nascimentos. GUIMARÃES et al. (1993) em outro estudo, também realizado na região metropolitana de São Paulo entre 1989 e 1990 encontraram uma incidência de 0,8 crianças infectadas em 1.000 nascimentos, representando 280 novos casos ao ano naquela população

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attilio brisighelli neto
brisiga@hotmail.com
>From obstet-l@talk.obgyn.net Wed Mar 03 14:09:36 1999
>Received: from [208.2.98.99] by hotmail.com (1.0) with SMTP id
MHotMail30979517712682283506532504348981718783740; Wed Mar 03 14:09:36
1999
>Received: from talk (localhost [127.0.0.1])
>	by talk.obgyn.net (8.8.8/8.8.8) with SMTP id QAA11117;
>	Wed, 3 Mar 1999 16:08:11 -0600
>Date: Wed, 3 Mar 1999 16:08:11 -0600
>Message-Id: <002601be653b$b530c260$f4a2d7c8@joaobati>
>Errors-To: obstet-l-request@obgyn.net
>Reply-To: obstet-l@obgyn.net
>Originator: obstet-l
>Sender: obstet-l@obgyn.net
>Precedence: bulk
>From: "João Batista Marinho de Castro Lima"
<jblima@horizontes.net>
>To: Multiple recipients of list <obstet-l@talk.obgyn.net>
>Subject: Re: Toxoplasmose congênita
>X-Listprocessor-Version: 6.0c -- ListProcessor by Anastasios Kotsikonas
>X-Comment: Ob/Gyn Forum in Portuguese for Medical Professionals ONLY
>Content-Type: text/plain;
>MIME-Version: 1.0
>Content-Transfer-Encoding: quoted-printable
>X-MIME-Autoconverted: from 8bit to quoted-printable by talk.obgyn.net
id QAA11117
>
>Caro Atílio
>
>Agradeço a sua resposta, mas ainda não tenho um questionamento para
v>ocê.
>Esta incidência que você relata é de casos agudos na gestação
o>u de
>gestantes com IgG positivo? Você determinou a incidência de
toxoplasm>ose
>congênita nos recém-nascidos? Determinou também a taxa de
transmiss>ão
>vertical?
>
>Grato.
>
>João Batista
>
>-----Mensagem original-----
>De: attilio brisighelli neto <brisiga@hotmail.com>
>Para: Multiple recipients of list <obstet-l@talk.obgyn.net>
>Data: Terça-feira, 2 de Março de 1999 20:34
>Assunto: Re: Toxoplasmose congênita
>
>>i
>>Caro colega recentemente defendi tese de mestrado na Faculdade de
Saúd>e
>>Publica da USP., sobre a prevalencia da toxoplasmose em gestantes de
>>Bragança Paulista que foi 55,2%
>>attilio brisighelli neto
>>brisiga@hotmail.com
>>
>>>From obstet-l@talk.obgyn.net Mon Mar  1 14:52:35 1999
>>>Received: from talk (localhost [127.0.0.1])
>>> by talk.obgyn.net (8.8.8/8.8.8) with SMTP id QAA18308;
>>> Mon, 1 Mar 1999 16:50:49 -0600
>>>Date: Mon, 1 Mar 1999 16:50:49 -0600
>>>Message-Id: <000101be63fd$dc215400$88a2d7c8@joaobati>
>>>Errors-To: obstet-l-request@obgyn.net
>>>Reply-To: obstet-l@obgyn.net
>>>Originator: obstet-l
>>>Sender: obstet-l@obgyn.net
>>>Precedence: bulk
>>>From: "João Batista Marinho de Castro Lima"
>><jblima@horizontes.net>
>>>To: Multiple recipients of list <obstet-l@talk.obgyn.net>
>>>Subject: Toxoplasmose congênita
>>>X-Listprocessor-Version: 6.0c -- ListProcessor by Anastasios
Kotsikonas
>>>X-Comment: Ob/Gyn Forum in Portuguese for Medical Professionals ONLY
>>>Content-Type: text/plain;
>>>MIME-Version: 1.0
>>>Content-Transfer-Encoding: quoted-printable
>>>X-MIME-Autoconverted: from 8bit to quoted-printable by talk.obgyn.net
>>id QAA18308
>>>
>>>Tenho procurado na literatura trabalhos sobre o impacto do
rastreamento
>>d>>>e
>>>rotina de infecções congênitas, principalmente a
toxoplosma>se, no
>>q>>>ue se
>>>refere a custo/benefício, considerando-se várias
variáveis >tais
>>com>>>o índice
>>>de exames falsos positivos, riscos e benefícios dos exames
>>diagnóstic>>>os
>>>adicionais (ex. amniocentese para realização de PCR),
eficá>cia
>>das >>>drogas
>>>utilizadas no tratamento, etc. Infelizmente não encontrei nenhum
>>estudo
>>>randomizado controlado comparando o rastreamento universal com apenas
>>>medidas educativas durante o pré-natal, na redução dos
caso>s de
>>tox>>>oplasmose
>>>congênita, assim como as possíveis perdas fetais decorrentes
do>s
>>>procedimentos diagnósticos e terapêuticos empregados. Nos
EE.UU
>>há >>>ainda uma
>>>controvérsia muito grande sobre o tema, talvez devido a uma menor
>>>incidência de toxoplasmose congênita na quele país. O
estud>os
>>retro>>>spectivos
>>>realizados na Europa, principalmente França, Finlândia e
Su=E>9cia
>>par>>>ecem
>>>demonstrar um impacto positivo.
>>>
>>>Como é que fica o caso do Brasil? Qual a incidência de
toxoplas>mose
>>>congênita no nosso meio? Será que todos estão realizando
do>sagens
>>>sorológicas mensais ou mesmo bimensais nas pacientes

susceptíve>is, >>co>>>mo é >>>feito na França? E sobre os procedimentos diagnósticos e >>terapêutic>>>os >>>subsequentes? Qual o acesso que as nossas pacientes teriam a eles? >>>(pacientes do SUS). Não seria o caso do Ministério da Saúde >>patroci>>>nar um >>>estudo randomizado, multicêntrico, a nível nacional, comparando> o >>>rastreamento universal com medidas educativas? >>> >>>Gostaria de discutir melhor estas questões, pois me preocupa o fato >>de >>>que >>>medidas elementares não são realizadas durante o pré-natal >e >>muitas>>> vezes >>>outros procedimentos diagnósticos são introduzidos na rotina, s>em >>mui>>>tas >>>vezes terem sido avaliados de forma rigorosamente científica. >>> >>>João Batista >>>Ginecologista/Obstetra >>>CRMMG - 18.274 >>>Belo Horizonte - MG >>>jblima@horizontes.net >>> >>>-----Mensagem original----- >>>De: Thomaz Rafael Gollop <trgollop@usp.br> >>>Para: Multiple recipients of list <obstet-l@talk.obgyn.net> >>>Data: Segunda-feira, 1 de Março de 1999 14:59 >>>Assunto: Re: Caso DUVIDOSO: TOXO? >>> >>>>TENDE A CURA NO ADULTO. TOXOPLASMOSE CONGENITA E UMA CONVERSA BEM >>DIFERE>>>NTE >>>E COM RISCO ALTO DE LESOES FETAIS GRAVES E IRREVERSIVEIS. >>>>UM ABRACO >>>> >>>>PROF. THOMAZ GOLLOP >>>> >>>>soeiro@sm.conex.com.br escreveu: >>>> >>>> Professor >>>> Eu não quiz escrever auto limitante e sim auto limitada. >>>> É uma patologia que mesmo sem medicação tende à cu>ra. >>>> Um fraterno abraço. >>>> >>>> Gutenberg >>>> Que idade tens para ser justo e perfeito? >>>> Um abração >>>> Floriano >>>> >>>> Quelho. >>>> Um tríplice fraterno abraço >>>> Floriano >>>> >>>> Thomaz Rafael Gollop escreveu: >>>> >>>> PARA MINHA INFORMACAO GOSTARIA DE SABER: >>>> 1) O QUE SIGNIFICA TOXOPLASMOSE AUTOLIMITANTE? >>>> 2) SERIA AUSENCIA DE TOXOPLASMOSE CONGENITA? >>>> PROF. THOMAZ GOLLOP >>>> >>>> Floriano Soeiro de Souza Neto escreveu: >>>> >>>> Toxo e uma doença auto limitada >>>> acho que nào deves fazer nada >>>> FLORIANO >>>> Adailton Salvatore Meira escreveu: >>>> >>>> Ola amigos... >>>> Ca estamos de novo para abusar de voces... >>>> >>>> compartilho um caso , para mim, limitrofe, e gostaria >>da >>>opiniao dos colegas: >>>> >>>> GESTANTE , 32 semanas, 34 anos, primigesta, me >>procurou >>>ha >>>5 dias. >>>> >>>> exame TOXO 02/09/98 (DUM = 06/07/98) >>>> IG = 8 semanas e 2 dias Ig G 232 (+>>6 >>U>>>I/ml) >>>> Ig M = 1,394 (cut off == >3D >>>443) -Repetido e confirmado >>>> O colega que a atendia nao valorizou... >>>> >>>> OBS: >>>> 1 - teve uma gripe super forte em julho (cama de 2/3 >>dia>>>s >>>com febre). >>>> >>>> 2 - "durante os 25 anos que morei na casa da minha >>mãe >>>nunca ficamos mais >>>> de 24 horas sem a presença de um felino. Eu adoooo>ro >>g>>>atos >>>mas não troco >>>> aquelas intimidades do tipo pegar no colo ou dormir >>com. >>>Mas é claro que a >>>> casa toda é infestada de pelos. Detalhe: quando >>engrav>>>idei >>>ainda morava lá >>>> (até novembro passado)." >>>> >>>> Segundo exame 05-02-99 (30 sem.) >>>> TOXO Ig G = 240 (+>6) >>>> Ig M = NAO REAGENTE. >>>> >>>> Ecografia sem anomalias, tem dores frequentes no >>abdomem. >>>> >>>> - O que acham? >>>> - Sera que ela teve infeção no inicio e o IgM+ >>seria>>> o fim >>>da queda dos titulos? >>>> - Ha algo mais que deva ser feito agora ou eh melhor >>>esperar e investigar o bebe depois do parto? >>>> - Que proveito traria uma confirmação agora em >>termo>>>s de um >>>tratamento (valeria a pena?) >>>> >>>> Obrigado >>>> >>>> Adailton Salvatore Meira >>>> Campians/ SP >>>> >>> >> >


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