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Toxoplasmose congênitaFrom: João Batista Marinho de Castro Lima (jblima@horizontes.net)Mon, 1 Mar 1999 13:07:50 -0300
Tenho procurado na literatura trabalhos sobre o impacto do rastreamento de rotina de infecções congênitas, principalmente a toxoplosmase, no que se refere a custo/benefício, considerando-se várias variáveis tais como índice de exames falsos positivos, riscos e benefícios dos exames diagnósticos adicionais (ex. amniocentese para realização de PCR), eficácia das drogas utilizadas no tratamento, etc. Infelizmente não encontrei nenhum estudo randomizado controlado comparando o rastreamento universal com apenas medidas educativas durante o pré-natal, na redução dos casos de toxoplasmose congênita, assim como as possíveis perdas fetais decorrentes dos procedimentos diagnósticos e terapêuticos empregados. Nos EE.UU há ainda uma controvérsia muito grande sobre o tema, talvez devido a uma menor incidência de toxoplasmose congênita na quele país. O estudos retrospectivos realizados na Europa, principalmente França, Finlândia e Suécia parecem demonstrar um impacto positivo. Como é que fica o caso do Brasil? Qual a incidência de toxoplasmose congênita no nosso meio? Será que todos estão realizando dosagens sorológicas mensais ou mesmo bimensais nas pacientes susceptíveis, como é feito na França? E sobre os procedimentos diagnósticos e terapêuticos subsequentes? Qual o acesso que as nossas pacientes teriam a eles? (pacientes do SUS). Não seria o caso do Ministério da Saúde patrocinar um estudo randomizado, multicêntrico, a nível nacional, comparando o rastreamento universal com medidas educativas? Gostaria de discutir melhor estas questões, pois me preocupa o fato de que medidas elementares não são realizadas durante o pré-natal e muitas vezes outros procedimentos diagnósticos são introduzidos na rotina, sem muitas vezes terem sido avaliados de forma rigorosamente científica. João Batista Ginecologista/Obstetra CRMMG - 18.274 Belo Horizonte - MG jblima@horizontes.net -----Mensagem original----- De: Thomaz Rafael Gollop <trgollop@usp.br> Para: Multiple recipients of list <obstet-l@talk.obgyn.net> Data: Segunda-feira, 1 de Março de 1999 14:59 Assunto: Re: Caso DUVIDOSO: TOXO?
>TENDE A CURA NO ADULTO. TOXOPLASMOSE CONGENITA E UMA CONVERSA BEM DIFERENTE
Administrador da lista: flavio.monteiro.desouza@obgyn.net Solicitações à lista: obstet-l-request@obgyn.net Última atualização: Mon May 19 16:37:15 2008 |
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