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Re: patologia endometrialFrom: Paulo R. M. Barrozo, MD (barrozo@alohanet.com.br)Mon, 28 Sep 1998 21:38:40 -0300
JOSE LUIS QUELHO wrote: > > At Sat, 26 Sep 1998, Claudio Sitya wrote: > > > >Acho que a Histerosonografia com solução fisiológica nestes casos > > endométrios levemente espessados ou duvidosos ) pode dispensar uma > >histeroscopia diagnóstica na maioria dos casos. Acho que a histeroscopia > >poderia ficar para um segundo plano, nos casos em que a histerosonografia > >evidenciar alguma anormalidade, servindo já como uma excelente metodologia > >de orientação e planejamento para as cirurgias video-histeroscópicas. > > > >-- > >Claudio Sitya > >Santa Maria - RS > > >Caro colega Claudio > > Conforme opinião de renomado colegas que atuam na especialidade de > histeroscopia,e de boa norma que a histeroscopia cirurgica deve ser > sempre antecedida pela histeroscopia diagnóstica independente do > encontro de patologias por outros metodos diagnostico, mesmo que seja > por histerosonografia. > Aquardo manifestação de outros colegas que atuam nesta area. > Sem mais, atenciosamente > > Jose Luis Quelho > TEGO - CRM/MS 1982 > Aquidauana - MS Concordo com o colega José Luis. NUNCA devemos fazer uma cirurgia histeroscóppica sem antes termos feito uma histeroscopia diagnóstica, de preferência acompanhada de biópsia DIRIGIDA, por vídeo histeroscopia. O colega Paulo Ayrosa falou em biópsia ORIENTADA por histeroscopia. Este é um tema controverso. Quando não encontramos nenhuma área do endométrio com alguma particularidade especial, admitimos a biópsia apenas dirigida por histeroscopia. No entanto, quando encontramos uma área com qualquer particularidade seja no aspecto, textura ou vascularização achamos mandatório que a biópsia seja DIRIGIDA (ou seja, realizada sob visão histeroscópica), assim obtemos uma muito maior acurácia. Uma curiosidade: há um ano e meio atrás, o Ramón Labastida em pessoa, discordou desta nossa posição no II Simpósio Internacional do Endométrio em São Paulo. Há um mês estivemos com a Dra. Alicia Ubeda, chefe da endoscopia ginecológica do Intitut Dexeus que nos informou que o Dr. Labastida passou a adotar a conduta que defendemos em São Paulo. Já tivemos oportunidade de diagnosticar patologia maligna na extremidade distal de um pólipo, de aproximadamente 3/4 mm de diâmetro, que se situava junto ao óstio tubáreo esquerdo em paciente que já havia sido submetida a biópsia orientada com resultado negativo. Logo, se até uma histeroscopia com biópsia orientada pode omitir uma patologia, que dirá da histerossonografia. Gostaria de afirmar que não sou contra a histerossono, fui um dos primeiros a utilizá-la em minha região. Em pacientes com queixa de sangramento uterino anormal, a solicito de imediato, ao invés de solicitar uma US endovaginal simples (o que seria seguido por uma histerossono e possívelmente por uma histeroscopia), pois apesar de ser um exame "invasivo", seu grau de invasividade é rizível e é de muito fácil realização, resultando em uma US endovaginal "alargada", com uma melhora muito grande da avaliação cavitária. Isto muito me auxilia nos casos que acabam tendo que ir para histeroscopia diagnóstica. Saudações.
-- ====================================================== Dr. Paulo R. M. Barrozo, M.D., TEGO, TCBC Secretary of Brazilian Society of Laparoscopic Surgery Clinica Santa Helena - Head of Ob-Gyn Dept. Cabo Frio - Rio de Janeiro - Brazil Fax:+55 24 6435103 Tel:+55 24 6471200 Ext 207 barrozo@bigfoot.com barrozo@usa.net http://www.geocities.com/~pbarrozo http://www.sobracil.org.br ======================================================
Administrador da lista: flavio.monteiro.desouza@obgyn.net Solicitações à lista: obstet-l-request@obgyn.net Última atualização: Mon May 19 16:36:35 2008 |
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