Re: cefaléia pos raqui

From: JOSE LUIS QUELHO (quelho@aua.alanet.com.br)
Tue, 22 Sep 1998 12:05:29 -0500 (CDT)


At Mon, 21 Sep 1998, JOSE LUIS QUELHO wrote: >
>Este assunto já foi objeto de debate a alguns meses atras, entretanto,
>como recentemente recebi uma separata sob este tema eu o coloco para
>conhecimento dos colegas, conforme exposto abaixo:
>Estudo realizado por Imbelloni L.E., Sobral MGC, Carneiro ANG -
>influência do calibre da agulha, da via de inserção da agulha e do
>número de tentativas de punção na cefaléia pós-rquianestesia: Estudo
>Prospectivo. Rev. Bras Anestesiol, 1995: 45(6): 377-382
>Justificativa e objetivos - A cefaleia pós punção da duramater é
>complicação comum após raquianestesia. Um dos mecanismos gerador da
>cefaléia seria a diminuição da pressão do liquido cefalorraquidiano pelo
>escape através do orificio deixado na duramater. Existem poucas
>informações correlacionando a via de inserção (mediana ou paramediana) e
>o número de tentativas de punção com a cefaléia. O objetivo deste
>estudo foi avaliar, prospectivamente, a incidência, duração e a
>gravidade da cefáléia pós-raquianestesia com agulhas 25G, 27G e 29G tipo
>Quincke, correlacionando-a com tais fatores.
>Método - 326 pacientes submetidos à raquianestesia durante 7 meses foram
>aleatoriamente separados para receberem punção subaracnóidea com agulhas
>25G, 27G e 29G descartaveis tipo Quincke. A punção lombar foi realizada
>nos espaços L2-L3 ou L3-L4, pela via mediana ou paramediana, com o bisel
>paralelo à duramater. Foi anotado o número de tentativas de punção para
>obtenção do liquido cefalorraquidiano. Foi avaliado a incidência,
>gravidade (1= moderada; 2= grave e 3= incapacitante) e duração da
>cefaléia.
>Resultados - Ocorreu cefaléia em 5 pacientes com os 3 claibres de
>agulha, sendo 3 com agulha 25G, 1 com 27G e 1 com 29G. Não houve
>correlação entre o numero de tenativas de punção até o aparecimento de
>liquido cefalorraquidiano e o aparecimento de cefaléia. Não houve
>diferença na incidência de cefaléia em relação so sexo. A incidência de
>cefaléia foi a mesma tanto na punção paramediana coma na mediana.
>
>Conclusão: A possibilidade de cefaléia não pode ser eliminada com
>agulhas de fino calibre. A idéia de que repetidas e desconhecidas
>punções na duramater podem aumentar a incidência de cefaléia
>pós-raquianestesia não foi observada neste estudo. Não houve correlação
>entre a incidência de cefaléia e a via de inserção de agulha.
>
>--
>-----------
>
>Como se pode apreciar a materia acima a verdadeira causa da cefaleia pos
>raqui permanece desconhecida, porque não comecar a se questionar o
>proprio anestesico com agente desencadeador deste evento (reação
>alergica ? toxidade ?)... Alqum colega poderia acrescentar algo mais ?
>Sem mais, um fraternal abraço a todos colegas participantes desta lista
>
>Jose Luis Quelho .'.
>TEGO - CRM-MS 1982
>Ultracenter - Diagnostico por Imagem
>Aquidauana - MS
>

Analizando mais profundamente este texto creio que o mesmo não invalida a idéia de que a cefaléia pos raqui possa tenha sua origem em decorrencia de hipotensão liquorica, acha visto que, a terapia de hiperhidratação e introdução de liquido (soro, sanque) no espaço subdural visando o "fechamento" de uma possivel fistula liquorica trazem melhoria significativa do quadro clinico apresentado pela paciente. Será que trabalho acima apresentado obedecem critério de metodologia cientifica rigorosa ? E o que eu tinha para complementar sob este assunto.

--
Jose Luis Quelho
TEGO - CRM-MS 1982
Aquidauana - MS

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