ENC: Discusion de un caso clinico

From: Eduardo Zlotnik (zlotnik@apm.org.br)
Fri, 17 Jul 1998 15:36:15 -0500


Eduardo Zlotnik wrote: >
> Recentemente o diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis tem
> aumentado. O papilomavirus humano (PVH) tem sido apontado como um dos
> principais agentes etiológicos nos Estados Unidos. Trabalhos recentes
> mostram prevalência de10 a 20 % nas mulheres sexualmente ativas (KOUTSKY L),
> sendo o maior risco entre 18 e 28 anos de idade.
>
> Boa parte das mulheres não apresentam alterações colposcópicas ou
> citológicas.
>
> O PVH é um DNA vírus. Atualmente mais de setenta sorotipos estão
> identificados, sendo que os sorotipos 6, 16, 18 e 31 são usualmente
> encontrados em lesões genitais. O 16,18 e 31 entre outros são relacionados
> com a oncogênese no colo uterino.
>
> Vários autores relatam aumento na infecção durante o ciclo
> gravídico-puerperal. Tal fato é atribuído às alterações hormonais, ao estado
> imunológico e a maior exposição da junção escamo colunar nesse período.
>
> Recentemente a reação de polimerização em cadeia (PCR), tem sido
> utilizado para o diagnóstico do PVH genital. Tal método detectou presença do
> vírus em cerca de 30% de pacientes assintomáticas na população geral frente
> a 4% observados na citologia.
>
> O mecanismo exato de transmissão do PVH da mãe para o feto ainda é
> desconhecido.
> Porém o feto de está exposto, mesmo com infecção sub clínica (PURANEN MH
e col). > Há um limitado papel para cesárea na prevenção(KOSKO JR & DERKAY CS)
>
> A repercussão fetal de maior importância é a papilomatose respiratória
> recorrente juvenil. Trata-se de doença rara porém de difícil tratamento e
> alta morbidade. Há descrição de casos de papilomas conjuntivais em recém
> nascidos (JAMES EE e col.)
>
> Referências
>
> ARMBRUSTER- MORAES,E. - Presence of human papillomavirius DNA in amniotic
> fluids of pregnant women with cervical lesions. Gynecol
> Oncol.,54:152-8, 1994.
>
> JAMES, E.E. & KERSTEN, R.C. - Female genital tract papillomavirus in
> conjuctival papillomas of infancy. Am. J. Ophtalmol.,123:551-2,
1997. >
> KOSKO, J.R. & DERKAY,C.S. - Role of cesarean section in prevention of
> recurrent respiratory papillomatosis - is there one ?. Int. J.
> Pediatr Otorhinolaryngol.,35(1):31-8, 1996.
>
> KOUTSKY, L. - Epidemiology of genital human papillomavirus infection. Am. J.
> Med.,102:3-8, 1997.
>
> MORRISON, E.A.; GAMMON, M.D.; GOLDBERG,G.L.; VERMUD,S.H.; BURK,R.D.-
> Pregnancy and cervical infection with human papillomaviruses. Int.
> J. Gynecol.
> Obstet., 54(2):125-30, 1996.
>
> PURANEN, M.H.; YLISKOSKI,M.H.; SAARIKOSKI,S.V.; SYRJANEN,K.J.;
> SYRJANEN,S.M. - Exposure of na infant to cervical human
> papillomavirus infection of the mother is common. Am. J. Obstet.
> Gynecol.,176(5):1039-45, 1997.
>
> >
> > Eduardo Zlotnik
> > zlotnik@einstein.br
> > zlotnik@apm.org.br
>
> Alguém sabe de algum trabalho ou tem experiência na incidência de HPV em
> recém nascidos, partos vaginais/cesareanas? Papiloma de laringe de RN é
> freqüente?
>
> A hibribização molecular pode ajudar neste caso?
>
> Algumas cepas são mais contagiosas?
>
> Quando a mãe tem HPV em mãos (verrugas vulgaris), há possibilidade de
> contágio para o RN?
>
> Vejo as infecções por HPV como sistêmicas. E vocês?
>
> Floriano
> Santa Maria RS

Eduardo.

Vejo que gostas de HPV.

Só que cansei de ver estas coisas supostas do HPV. Notou que na verdade não respondeu nenhuma das questões com clareza.E vejo que tens boa literatura, e conhecimento também. Não será HPV mais um modismo?

Gonococo, tricomonas, esmegma,clamídia, todos passaram pelo mesma estigma atual do HPV. Quando a pct pergunta sobre -Como e quando adquiri isto? Como responder claramente?

Nossa cultura de virus está muito ruim. Talvez a SIDA nos ajude a resolver isto. Um grande abraço.

Floriano

Caro Floriano,

Na verdade não sou tão fã deste vírus. Dei uma aula e então fui me atualizar a respeito. Se for aprovado, vamos pesquisar a prevalência deste vírus no líquido amniótico, em pacientes assintomáticas no Hosp A Einstein.

Então peguei alguns dados que tinha para complementar a discussão, mas realmente não responde as suas questões. Talvez ainda não há resposta. Segundo alguns trabalhos a prevalência chega a 30 %, então chega a lembrar modismos como você citou.

Ou seja concordo.

Um fraternal abraço Eduardo


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