Re: HISTEROSCOPIA

From: Paulo R. M. Barrozo, MD (barrozo@alohanet.com.br)
Mon, 25 May 1998 21:06:17 -0300


JOSE LUIS QUELHO wrote: >
> Ao fazer uma revisão no assunto anteriormente discutidos nesta lista,
> verifiquei que o assunto biopsia endometrial foi exaustivamente
> discutido sob tema "patologia endometrial" e os pareceres dos colegas
> satisfizeram minhas dúvidas, a conduta do colega Paulo Barroso que a
> biopsia endometrial sob visão direta via endoscopica e que tem oferecido
> resultados mais seguros e o mesmo conceito que tenho adotado e minha
> clinica, reservo situações especiais as outras metodos (p.ex.seringa
> Karman,etc.)imediatamente após a histeroscopia. Grato pela compreensão.
>
> Jose Luis Quelho
>

--
Como fui citado, vou dar minha opinião no assunto.

Em primeiro lugar, gostaria de parabenizar o colega Jose Luis pela conduta de fazer a biópsia sob visão histeroscópica.

Quando nos deparamos com lesões endometriais não focais é fácil fazer a biópsia com a cureta de Novak ou outro intrumento qualquer, após localizá-la por histeroscopia.

Já nas lesões focais, muitas vezes não obtemos material do lugar que desejamos, se não fazemos a biópsia sob visão histeroscópica.

Porquê então em grande parte dos serviçõs a biópsia não é feita sob visão?

Em primeiro lugar, porque os patologistas reclamam da pequena quantidade de material obtida. Em segundo, porque os colegas tem dificuldade na execução da técnica da biópsia assistida.

Como resolver o problema?

A camisa operatória tem um diâmetro de 5mm e só nos permite o uso de pinças de biópsia de 5Fr, que só conseguem apreeender uma muito pequena quantidade de tecido.

Contornamos o problema usando uma ótica de 2,7mm, que com a camisa diagnóstica passa para um diâmetro de 3mm. Passamos por fora da camisa uma pinça de 7Fr que apreeende mais tecido.

Com esta pinça, usamos uma técnica que consiste em "abocanhar" toda a área em torno da lesão, fragilizando sua base. Após isto abordamos a lesão com movimentos de torção e tração, facilitando seu desprendimento e obtendo uma quantidade de material muito maior do que se apenas tentássemos apreender a lesão.

Aprendemos esta técnica com o Dr. Ricardo Lasmar e ela tem se revelado muito útil.

Outra pequena dica é sugerir ao patologista que ao preparar o material para inclusão, primeiro coloque parafina até a metade do bloco e espere solidificar um pouco. Coloque o material sobre este hemi-bloco e em seguida complete o que falta de parafina. Com isto, todo o material, mesmo sendo em pequena quantidade ficará todo concentrado no meio do bloco facilitando a obtenção de bons cortes.

Brevemente estarei disponibilizando em minha home page um arquivo contendo todo o texto da apostila que damos para os alunos de nossos cursos de histeroscopia onde vocês poderão encontrar muitas dicas interessantes. Se alguém desejar antes, me mande um E-mail que posso enviar em attach (169Kb).

Saudações,

--
 ======================================================
 Dr. Paulo R. M. Barrozo, M.D., TEGO, TCBC
 Secretary of Brazilian Society of Laparoscopic Surgery
 Clinica Santa Helena - Head of Ob-Gyn Dept.
 Cabo Frio - Rio de Janeiro - Brazil
 Fax:+55 24 6435103 Tel:+55 24 6471200 Ext 207
 barrozo@bigfoot.com    barrozo@alohanet.com.br
 http://www.geocities.com/~pbarrozo
 ======================================================

busca recomendada...
Google
OBGYN.net somente forums endozone.org Web
Entre as palavras-chaves para a busca:
Mensagens por tela: Mostrar apenas as mensagens que incluam todas as palavras-chave:

Voltar para  OBSTET-L World Wide Web page


Administrador da lista: flavio.monteiro.desouza@obgyn.net
Solicitações à lista: obstet-l-request@obgyn.net
Última atualização: Mon May 19 16:35:58 2008