Bronquite e gravidez

From: Fabio Roberto (faber@mandic.com.br)
Wed, 16 Jul 1997 21:53:50 -0300


Em relação a asma bronquica e bronquite na gravidez o que se observa é que cerca de 1/3 das pacientes apresenta diminuição no número de crises, 1/3 aumento no número de crises e 1/3 apresenta número inalterado de crises. Em minha experiência o que tenho observado é que naquelas pacientes que atravessam o 1o. trimestre sem crises, geralmente a gravidez se desenvolve sem problemas, ao passo que nas pacientes onde há crises já no 1o. trimestre estas tendem a se acentuar durante o desenvolver da gestação. Importante salientar os fatores desencadeantes das crises, inerentes a cada paciente e que não sofrem influencia da gestação como inalantes, frio, umidade, etc. A influencia das crises de broncoespasmo sobre o feto é pequena desde que sejam devidamente tratadas, evitando-se assim que a hipoxemia materna tenha repercussão sobre a criança.Todas as crises devem ser prontamente tratadas, sendo que este tratamento geralmente não difere daquele fora da gravidez. Ja em relação a rinite alérgica quando ela é caracterizada por congestão e edema de cornetos levando a obstrução nasal, geralmente ocorre piora dos quadros obstrutivos, contribuindo para isto a própria congestão da mucosa nasal observada na gravidez. Não aconselho o uso de descongestionantes nasais que contenham vasoconstrictores durante a gestação.

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Fabio Roberto Oliveira Silva
Casa de Saude Santa Marcelina
Depto de Patologia Obstetrica
Sao Paulo - SP - Brasil
faber@mandic.com.br

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