Hormonios

From: Luiz Meira (luizmeira@yahoo.com)
Fri, 12 Jul 2002 09:02:47 -0300 (ART)


Prezados Colegas,

Me intriga o fato da midia realçar este tema num dado momento. Imagino que interesses de empresas produtoras e distribuidoras estejam fomentando esta onda... será que as contas da Merck têm a ver com isso?

Na abordagem naturalista que faço, centro atenção em estimular atividade física e alimentação equilibrada, evitando complementos nutricionais e hormonais. Os resultados imediatos com a melhora das dores ósseas, em 6 meses com aumento da densidade óssea, e a longo prazo com aumento da vitalidade em geral, têm me estimulado a investir cada vez mais nesta perspectiva.

Luiz Meira http:\\luizmeira.cjb.net

>----- Original Message -----
From: Jose Olivas To: Multiple recipients of list OBSTET-L Sent: Wednesday, July 10, 2002 11:21 AM Subject: TRH

Caros colegas da lista. Acho que todos tivemos contato com as noticias veiculadas em todos os principais jornais do país a respeito de trabalho realizado nos EUA , a ser publicado (SIC) pela JAMA em 17 de julho próximo. Gostaria de saber se alguém pode adiantar alguma coisa, pois são afirmações bombásticas, porém sem muita clareza e as vezes também contraditórias. De qualquer maneira aqueles que prescrevem TRH como eu há muitos anos, e que transmitem às pacientes a informação de que os benefícios superam os riscos na grande maioria dos casos, estaremos enfretando questionamentos sérios nos consultórios. Abraços Jose Francisco Campos de Olivas

Caros Colegas da lista

O estudo WHI, ora interrompido, a exemplo do estudo HERS tem limitações. Entre outras coisas, não citam o o hábito alimentar, o peso e a prática ou não de atividades físicas. A faixa etária das mulheres estudadas foi entre 50 e 79 anos, mas não especificam quantas mulheres acima dos 65 por exemplo. Além do mais, os americanos insistem em fazer grandes estudos com estrógenos eqüinos conjugados. Nós aqui no Brasil pouco o usamos. A grande maioria das nossas pacientes usa o estradiol e em doses bem baixas. Temos que tranqüilizar nossas pacientes informando que o ca de mama é mais comum em mulheres brancas, obesas, estressadas e sedentárias (perfil das americanas). Nesta mesma linha vão as doenças cardio vasculares. Ambas são multifatoriais.

Jaime Nonato

Concordo com o Jaime. Quem não percebe em suas clientes a melhora clínica dos sintomas?E a prevenção da osteoporose?E a qualidade de vida com aumento da expectativa média de vida? Poderíamos tomar como conclusão que o uso de estrógeno equino com medroxiprogesterona (produtos antigos) na população americana não apresentou vantagens. Mas somente isto. Devemos levar em consideração outros compostos hormonais, outras dosagens, em outra população, bem como investigar se os órgãos alvos estão respondendo a dosagem prescrita. Resultados controversos sempre precisam avaliação criteriosa. Tema de relevante impacto social.

Giancarlo Cordoni

http://br.news.yahoo.com/020709/16/70n6.html Terça-Feira, 9 de Julho, 06:34 PM

Reposição hormonal aumenta risco de doenças cardíacas

Por Maggie Fox

WASHINGTON (Reuters) - Mulheres saudáveis que usam a terapia de reposição hormonal após a menopausa aumentam o risco de câncer de mama, derrame, obstrução vascular e doença cardíaca, informaram pesquisadores na terça-feira.

"Os resultados demonstraram que a terapia não funciona. Na realidade, aumenta o risco de enfarte e derrame. Além disso, aumenta o risco de câncer e obstrução vascular", disse Jacques Rossouw, um dos coordenadores do estudo e integrante da equipe do National Heart, Lung, and Blood Institute.

Os riscos são tão altos que o governo federal interrompeu um estudo sobre a terapia de reposição hormonal (TRH) e divulgou um alerta a médicos e pacientes.

O estudo, publicado na edição on-line do Journal of the American Medical Association, é o segundo golpe na terapia, usada por mais de 6 milhões de norte-americanas. Na semana passada, médicos divulgaram um relatório final confirmando que a combinação de estrogênio e progestina não protege as mulheres contra doenças cardíacas após a menopausa.

O estudo realizado com 16.600 mulheres em todo o país verificou que a TRH reduziu o risco de osteoporose e câncer de cólon, mas aumentou o número de casos de derrame, enfarte e câncer de mama em 41, 29 e 26 por cento, respectivamente.

Entretanto, Rossouw esclareceu que os riscos se referem a uma população e não foram especialmente altos para as mulheres individualmente.

"O aumento do risco de câncer de mama para cada voluntária que fez a terapia de estrogênio e progestina foi muito pequeno. Foi menos de 0,1 por cento por ano", explicou o pesquisador.

A cada grupo de 10 mil mulheres submetidas ao tratamento anualmente, o número de pacientes afetadas por problemas coronarianos como enfarte superou em sete o índice entre mulheres que não fizeram TRH e em oito as afetadas por câncer de mama e derrame.

Segundo Rossouw, pode ser seguro usar reposição combinada por pouco tempo. "É muito difícil dizer o que é um período seguro", acrescentou o especialista.

As mulheres deveriam decidir individualmente qual é a gravidade dos sintomas da menopausa, como as ondas de calor e a falta de lubrificação vaginal, e se os benefícios do tratamento com hormônios superam os riscos de doenças crônicas.

Estima-se que 38 por cento das norte-americanas que já passaram pela menopausa usem a TRH.

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-------------------------------------------------------------------------------- Risks and Benefits of Estrogen Plus Progestin in Healthy

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Postmenopausal Women

Principal Results From the Women's Health Initiative Randomized Controlled Trial

Writing Group for the Women's Health Initiative Investigators

Context Despite decades of accumulated observational evidence, the balance of risks and benefits for hormone use in healthy postmenopausal women remains uncertain.

Objective To assess the major health benefits and risks of the most commonly used combined hormone preparation in the United States.

Design Estrogen plus progestin component of the Women's Health Initiative, a randomized controlled primary prevention trial (planned duration, 8.5 years) in which 16608 postmenopausal women aged 50-79 years with an intact uterus at baseline were recruited by 40 US clinical centers in 1993-1998.

Interventions Participants received conjugated equine estrogens, 0.625 mg/d, plus medroxyprogesterone acetate, 2.5 mg/d, in 1 tablet (n = 8506) or placebo (n = 8102).

Main Outcomes Measures The primary outcome was coronary heart disease (CHD) (nonfatal myocardial infarction and CHD death), with invasive breast cancer as the primary adverse outcome. A global index summarizing the balance of risks and benefits included the 2 primary outcomes plus stroke, pulmonary embolism (PE), endometrial cancer, colorectal cancer, hip fracture, and death due to other causes.

Results On May 31, 2002, after a mean of 5.2 years of follow-up, the data and safety monitoring board recommended stopping the trial of estrogen plus progestin vs placebo because the test statistic for invasive breast cancer exceeded the stopping boundary for this adverse effect and the global index statistic supported risks exceeding benefits. This report includes data on the major clinical outcomes through April 30, 2002. Estimated hazard ratios (HRs) (nominal 95% confidence intervals [CIs]) were as follows: CHD, 1.29 (1.02-1.63) with 286 cases; breast cancer, 1.26 (1.00-1.59) with 290 cases; stroke, 1.41 (1.07-1.85) with 212 cases; PE, 2.13 (1.39-3.25) with 101 cases; colorectal cancer, 0.63 (0.43-0.92) with 112 cases; endometrial cancer, 0.83 (0.47-1.47) with 47 cases; hip fracture, 0.66 (0.45-0.98) with 106 cases; and death due to other causes, 0.92 (0.74-1.14) with 331 cases. Corresponding HRs (nominal 95% CIs) for composite outcomes were 1.22 (1.09-1.36) for total cardiovascular disease (arterial and venous disease), 1.03 (0.90-1.17) for total cancer, 0.76 (0.69-0.85) for combined fractures, 0.98 (0.82-1.18) for total mortality, and 1.15 (1.03-1.28) for the global index. Absolute excess risks per 10 000 person-years attributable to estrogen plus progestin were 7 more CHD events, 8 more strokes, 8 more PEs, and 8 more invasive breast cancers, while absolute risk reductions per 10 000 person-years were 6 fewer colorectal cancers and 5 fewer hip fractures. The absolute excess risk of events included in the global index was 19 per 10 000 person-years.

Conclusions Overall health risks exceeded benefits from use of combined estrogen plus progestin for an average 5.2-year follow-up among healthy postmenopausal US women. All-cause mortality was not affected during the trial. The risk-benefit profile found in this trial is not consistent with the requirements for a viable intervention for primary prevention of chronic diseases, and the results indicate that this regimen should not be initiated or continued for primary prevention of CHD

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-------------------------------------------------------------------------------- http://br.news.yahoo.com/020705/16/6z6a.html --------------------------------------------------------------------------------

Sexta-Feira, 5 de Julho, 12:02 PM

Dieta rica em frutas e legumes reduz risco cardiovascular

NOVA YORK (Reuters Health) - Descobertas de um novo estudo indicam que as pessoas que comem pelo menos três porções de frutas e legumes por dia apresentam um risco menor de morrer em consequência de derrame, de doenças cardíacas e de todas as outras causas do que aquelas que ingerem no máximo uma porção diária desses alimentos.

Há muito tempo, os cientistas sabem que determinados nutrientes abundantes em frutas e legumes -- como o potássio, as vitaminas antioxidantes e o ácido fólico -- podem diminuir a probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares. No entanto, estudos que buscam avaliar os efeitos de alimentos -- e não apenas de suplementos vitamínicos -- produziram resultados controversos.

Com a finalidade de medir os efeitos da ingestão de frutas e vegetais sobre o risco de diversas enfermidades, a equipe de Lydia A. Bazzano, da Universidade Tulane, em Nova Orleans (Louisiana), analisou mais de 9.000 adultos que participavam de uma pesquisa nacional de nutrição.

Durante um exame inicial, realizado entre 1971 e 1975, os participantes responderam questões sobre a dieta. As pessoas que não tinham doenças cardiovasculares no início do estudo foram acompanhadas por 19 anos, em média.

Os participantes que disseram consumir ao menos três porções diárias de frutas e legumes no início da pesquisa mostraram-se 27 por cento menos propensos a sofrer um derrame, em comparação com as pessoas que não ingeriam mais de uma porção por dia, mostrou o trabalho, que foi publicado em edição recente do American Journal of Clinical Nutrition. Quem comia mais fruta também apresentou um risco 42 por cento menor de morrer de derrame.

O estudo verificou ainda que as pessoas que consumiam muitos vegetais e frutas eram 24 por cento menos propensas a morrer de doença isquêmica do coração (enfarte), que ocorre quando há diminuição do fluxo de sangue para o coração. Elas também apresentavam tendência 27 por cento menor a morrer por causa de doenças cardiovasculares e tinham propensão 15 por cento menor a morrer por qualquer causa durante o estudo.

Quando se trata dos benefícios proporcionados por nutrientes encontrados em frutas e legumes, a soma de um e um pode dar mais que dois, segundo os pesquisadores. Eles suspeitam que os nutrientes presentes nos alimentos podem interagir e oferecer benefícios maiores que obtidos com a ingestão de suplementos de nutrientes.

Os efeitos benéficos do consumo de legumes e frutas podem ser ainda maiores que os indicados pelo estudo, afirma Eric B. Rimm, da Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston (Massachusetts).

Em um editorial sobre o estudo, ele destacou que os resultados do trabalho se basearam em respostas dadas a uma única pergunta sobre o consumo de frutas e vegetais, feita no início da pesquisa. Os hábitos alimentares das pessoas podem ter mudado ao longo do tempo e fortalecido a ligação entre a ingestão de frutas e vegetais e uma saúde melhor, afirmou Rimm.

O especialista também ressaltou que o estudo constatou importantes diferenças proporcionadas pela dieta rica em frutas e legumes a pessoas de raças distintas. Segundo a pesquisa, o consumo de muitos vegetais e frutas reduziu bastante o risco de doenças cardiovasculares em brancos, mas não em pessoas de outras raças.

"Agora está confirmado que a ingestão de frutas e vegetais diminui o risco de doenças crônicas", comentou o editorialista. É hora de conduzir estudos que avaliem grupos individuais para verificar se existem diferenças reais entre eles, disse Rimm.

Fonte: American Journal of Clinical Nutrition 2002;76:93-99.

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-------------------------------------------------------------------------------- http://br.news.yahoo.com/020627/16/6ukd.html --------------------------------------------------------------------------------

Quinta-Feira, 27 de Junho, 05:30 PM

Estudo associa reposição hormonal e câncer da vesícula biliar

Por Megan Rauscher NOVA YORK (Reuters Health) - Um novo estudo italiano descobriu uma ligação entre a terapia de reposição hormonal (TRH) e um maior risco de câncer da vesícula biliar.

As descobertas são a primeira evidência dessa ligação, disse Silvano Gallus, do Instituto de Pesquisa Farmacológica Mario Negri, em Milão, à Reuters Health.

O estudo envolveu 31 mulheres, entre 45 e 79 anos, com câncer na vesícula biliar, e outras 3.702 saudáveis com a mesma idade. Todas estavam participando de um estudo de 12 anos sobre câncer no trato digestivo.

Na edição de 10 de junho do International Journal of Cancer, a equipe disse que as mulheres que tomavam TRH tinham mais do triplo do risco de desenvolver câncer da vesícula biliar. Esse risco tendia a aumentar com a duração do uso da terapia.

O câncer da vesícula biliar é bastante raro, e o alto risco é pequeno. Por isso, os resultados têm implicações limitadas para a saúde individual e pública, disse Gallus, mas ajudam a fornecer informações adicionais para avaliar os riscos e benefícios da TRH.

Fonte: International Journal of Cancer 2002;99:762-763.

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Última atualização: Mon May 19 16:34:31 2008