Re: Planos de Saúde
From: Claudio (csitya@vant.com.br)
Sun, 9 Jul 2000 10:50:59 -0300
O pior de tudo é que o maior Palno de Saúde para o qual trabalhamos é a
UNIMED!!!!!!
Dita cooperativa, que foi criada para nos " salvarmos " dos esploradores
planos e termos remunerações justas. Não conheço nenhuma Unimed que tenha
como objetivo melhorar a remuneração médica. Praticam o mesmo que todos os
outros planos, com valores vergonhosos para as consultas e procedimentos, e
com crscimento como empresa. Qual Unimed que não teve a sua estrutura física
aumentada, com criação de hospitais, laboratórios e até serviços funerários
inclusive, alegando qua diminuindo os custos e despesas com hospitais e
laboratorios a remuneração aumentará. Alguém viu aumento de CH nos últimos
anos????
Como poderemos exigir do Ministério Público uma atitude, se o plano de saúde
( cooperativa??? ) que é administrado por Médicos executa a mesma política
de baixa remuneração e limitação de solicitções de exames. Acho que estamos
chegando no fim do poço. E, tenho dúvidas, se as Unimeds não colaboraram
negativamente para isto.
Será que temos moral para exigir alguma coisa???
Será que devemos realmente defendermos com o fortalecimento das Unimeds????
--
Claudio Sitya
Santa MAria RS
csitya@tera.com.br
>----- Original Message -----
From: "Dr. Olidio Vaz Primo" <olidio@net21.com.br>
To: "Multiple recipients of list OBSTET-L" <obstet-l@mail.medispecialty.com>
Sent: Saturday, July 08, 2000 9:12 PM
Subject: Re: Planos de Saúde
> os planos de saude estão acima de tudo, até o CADE de ganho de causa a
> eles.Enquanto os medicos não tiverem representação politica, podemos
esperar
> coisa ainda pior. Quem viver verá. olidio@net 21.com.br, uma vozque clama
no
> deserto
>> ----- Original Message -----
> From: "Paulo Barrozo, MD" <barrozo@mioma.com.br>
> To: "Multiple recipients of list OBSTET-L" <obstet-l@forum.obgyn.net>
> Sent: Saturday, July 08, 2000 8:04 PM
> Subject: Planos de Saúde
>
> >
> > Para pensarmos....
> >
> > Ficção brasileira
> > Data: 08/07/2000
> > Fonte: Jornal da Tarde - SP
> >
> > Matéria: Em pé de guerra com os planos/seguros-saúde, as entidades
> > médicas fazem grave denúncia: empresas querem redução de exames e
> > procedimentos relativos à saúde e mantêm o ganho dos médicos na sarjeta,
> > a saber: paciente sem plano paga R$ 500,00 pela cirurgia de amídala,
> > enquanto o convênio paga cerca de R$ 80,00 pela mesma operação; médico
> > recebe em média R$ 21,00 por consulta/convênio, enquanto o preço da
> > praça é de R$ 130,00.
> > Aos meus ouvidos é como se o sindicato dos pilotos de avião denunciasse
> > a adoção - por ordem superior - de procedimentos comprometedores da
> > segurança dos vôos. Quem viajaria?
> >
> > Ainda assim, a denúncia da classe médica não causa o necessário impacto.
> > Por quê? Talvez o consumidor do "produto" ainda não tenha se antenado o
> > suficiente para o fato de que quando o médico, professor-doutor, recebe
> > do convênio por uma cirurgia o mesmo valor que o cabeleireiro da esquina
> > cobra para dar uma geral no "look..." da cliente, algo de errado está
> > ocorrendo - ou vai ocorrer com o tempo.
> >
> > Lembrando: o valor da cirurgia (R$ 80,00) inclui visitas e
> > acompanhamento até a alta do paciente, mais complicações eventuais.
> >
> > Dirá-me o estimado Zé Garfado, nesses dias difíceis: "O que eu tenho com
> > isso? Já não pago caro pelo plano?" Eis o detalhe: o comprador do
> > serviço de saúde precisa ser mais do que um mero consumidor. Este - sem
> > desdouro - vê saúde como produto de prateleira, e diz: "Desce um, desce
> > tudo. Nenhum serve, desce mais, troca..., estou pagando, exijo!"
> >
> > Funciona quando a compra é no supermercado, onde produtos e funcionários
> > constituem variáveis simples de se lidar - tudo pode ser trocado com uma
> > frase curta, sem perdas. Mas o quadro é outro quando o que se compra é a
> > saúde. Aqui se compra de "A", mas quem tem o poder soberano sobre o tudo
> > e o nada, quando mais se precisa, é "B" - insubstituível na hora H como
> > o piloto em vôo.
> >
> > E "B" hoje anda fazendo contas no canhoto do cheque entre uma consulta e
> > outra. E para não levar o orçamento a óbito, há dias em que engata
> > entra-e-sai em salas de cirurgias, com aulas/cursos, e ainda - sem
> > almoço - retorna às consultas, sem pôr-do-sol.
> >
> > Para o médico, se à pressão alta das contas do mês ainda se somar a
> > pressão das empresas por redução de custos/procedimentos, via a sua
> > atuação, o estresse do piloto poderá causar turbulências - e com o
> > tempo, quem sabe, algo pior.
> >
> > Perda da qualidade O consumidor já vem experimentando a perda da
> > qualidade do serviço (consultas-relâmpagos, humor desfavorável, quem
> > sabe intranqüilidade em certos momentos decisivos), e tudo que piorar
> > ainda mais atingirá em cheio o usuário. Um erro (condições de trabalho
> > do médico) não justifica o outro, claro. Devemos nos insurgir contra
> > eventual insinuação - ou prática - dessa tese atentatória à dignidade do
> > paciente. Mas a verdade é que estresse de piloto, no limite, interfere
> > na qualidade do vôo - é fato. Sim, não deve excluir responsabilidade -,
> > mas há danos para o consumidor que depois são irreparáveis.
> >
> > Ainda: se o estresse evolui e seu estado fica insustentável - o que pode
> > não ser visível ao consumidor - poderá se argumentar a favor do estado
> > de necessidade, o que tornaria o "erro" justificável. Seria o fim.
> >
> > Antes que isso ocorra - no reino da medicina privada como fato
> > consumado, é bom que todos os passageiros a bordo -, consumidores,
> > médicos, empresas, entidades representativas e governo - saibam que o
> > "produto" saúde não deve ser negócio tão privado e desalmado assim - nem
> > palco para bandeiras fora de hora. Ou se busca com grandeza a
> > harmonização dos interesses ou poderá faltar pára-quedas para todos
> > durante a longa viagem. Por falta de linhas, retomo o assunto na semana
> > que vem.
> > =========================== FIM ========================================
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Última atualização: Mon May 19 16:33:42 2008