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erro medicoFrom: Dr. Olidio Vaz Primo (olidio@net21.com.br)Tue, 09 May 2000 11:50:58 -0500
lendo clinicas medicas da norte america achei este artigo muito interessante já que nos obstetra somos vitimas de inumeros processos .olidio@net21.com.br Um insulto asfixico agudo suficientemente intenso para produzir lesão cerebral permanente deve necessariamente produzir uma lesão em outros orgãos. Na verdade, uma miocardiopatia hipoxica manifestada por monitorização eletronica dos batimentos cardiofetais é um componente essencial de lesão cerebral. Entre 30 e 60% das crianças com índices de Apgar de 5 minutos, inferiores a 5 apresentam lesão significativa nos pulmões, coração, tubo digestivo o rins. A maioria das crianças com paralisia cerebral ou retardo mental não apresenta sinais neonatais compativeis com insulto asfixico agudo.31'33 Sessenta e oito por cento de crianças com peso ao nascimento superior a 2550grs. e paralisia cerebral, tem um indice de Apgar de 5 minutos de 6 ou mais e nenhum sinal de insulto asfixico Os indícios de lesões pré-natal podem ser apresentados pelo tecido cicatricial no cerebro, nos dentes e/ou nas cartilagens. 0 estudo histológico destes tecidos demonstra uma incidencia crescente de lesão pré-natal com o aumento da idade gestacional.33 Por exemplo, um estudo envolvendo lesão hipóxica à cartilagem em 570 natimortos e óbitos neonatais ocorridos dentro de 48 horas do nascimento mostrou que 60% das crianças nascidas na 32ª semana de gestação ou antes mostraram lesão pré-natal. A proporção de crianças a termo com lesão pre-natal foi de 75% e em mais de 90% dos nascidos com 41 semanas ou mais. Múltiplos estudos retro e prospectivos demonstraram a falta de relacionamento entre o cuidado intraparto a termo e o disturbio neurologico a longo prazo. Os dados mais fidedignos provém do National Collaborative Perinatal Project. Esse foi um projeto prospectivo multicentrico que registrou 54.000 gestantes entre 1959 e 1966 e acompanhadas, bem como seus filhos, até que as crianças tivessem 7 anos de idade. Cada mãe e filho teve uma avaliação padronizada e provas de informação. Nas crianças nascidas com peso igual ou superior a 2.500 g,, menos da 5% da variação na incidencia de paralisia cerebral, convulsões não-febris, indices de QI e índices de desempenho motor podem ser e explicados pelas complicacões do trabalho de parto. O retardo mental materno, as apresentações de nadegas (mas não o parto), a proteinuria acentuada, as convulsões maternas durante a gravidez e a doença tiroidea materna foram os fatores de risco significativos para a paralisia cerebral. A classe socio-economica, a raça, a idade materna e educação e o QI maternos explicaram 37% das variações do indice de QI. Os fatores pre-natais e antenatais, incluindo perda perinatal, fumo, hipertensão, anemia e alcoolismo, estiveram associados a apenas 2% das variações dos indices de QI. Fatores intraparto e sinais de anóxia perinatal explicam menos de 1% dos índices de QI.
Administrador da lista: flavio.monteiro.desouza@obgyn.net Solicitações à lista: obstet-l-request@obgyn.net Última atualização: Mon May 19 16:33:31 2008 |
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