![]() |
||||
|
||||
|
|
||||
Re: CASAS DE PARTOFrom: Marcos Antonio Tavares Roella (roella@zaz.com.br)Sat, 11 Mar 2000 10:00:53 -0300
Parto pode traumatizar tanto quanto guerra LONDRES (Reuters) -- O trabalho de parto e o nascimento de uma criança podem provocar sintomas de estresse normalmente associados à guerra ou outros atos de violência, disseram psicólogos britânicos nesta sexta-feira. Os pesquisadores suspeitam que as mães podem sofrer temores, ansiedade, pesadelos recorrentes, lembranças e pensamentos negativos semanas depois do parto, especialmente se a gravidez não era desejada ou a mulher chegou a temer por sua própria segurança. Os sintomas podem às vezes ser tão graves que levam algumas mulheres a evitar ter mais filhos. "Achava-se que esse tipo de sintomas de estresse pós-traumático era mais provável ocorrer quando a pessoa passa por acontecimentos fora do âmbito da experiência normal," disse dra. Pauline Slade, psicóloga da Universidade de Sheffield, no norte da Inglaterra. "Agora, parece que acontecimentos normais, tais como trabalho de parto, podem desencadear tais respostas," acrescentou. É bem sabido que parto não é uma festa. A agonia das mulheres é bem documentada, mas a pesquisa de Slade publicada no British Journal of Clinical Psychology é o primeiro estudo em grande escala a ligar a experiência ao trauma. "Há situações que envolvem altos níveis de medo e a possibilidade de danos," acrescentou. Surpreendentemente, Slade disse que a duração do trabalho, grau de sofrimento ou tipo de intervenção não parecem ser fatores determinantes se uma mulher sofreria sintomas de trauma do tipo normalmente tratados com intervenção psicológica. Muito mais importante era como a mulher sentiu o trabalho e o nascimento, junto com questões pré-existentes ou de longa data. "Por exemplo, se as mulheres sentem que têm um controle a nível bem baixo do que está acontecendo durante o trabalho, ou se sentem muito medo a respeito de seu próprio bem-estar, têm um risco maior," disse. Gravidez não planejada, trabalho e parto desacompanhado e problemas anteriores de saúde mental são também fatores agravantes. Slade e dr. Jo Czarnocka acompanharam 72 horas de parto normal de 264 mulheres e mantiveram contato seis semanas depois. Um quarto das mulheres apresentou sintomas tais como preocupação ou irritabilidade durante a segundo contato. Três por cento experimentaram sintomas graves de estresse pós-traumático. "Precisamos compreender que os distúrbios pós-natal podem ter bases mais amplas do que pensávamos antes," disse Slade. (Copyright Reuters. Todos os direitos reservados)
> ----- Original Message ----- Acho muito preocupante o rumo que a obstetrícia PÚBLICA está tomando..... Sinceramente algum dos colegas acha realmente que o MAIOR PROBLEMA no atendimento obstétrico é o número elevado de cesarianas???? Acham que este problema é realmente prioritário na saúde pública do Brasil???? Como estaríamos bem de saúde se fosse somente isto !!! PERGUNTAS: - Por que nas classes de maior poder aquisitivo podemos permitir a livre escolha da via de parto, e no atendimento público não? - Por que os médicos escolhem ou permitem que seus filhos venham em sua imensa maioria por intermedio de uma cesariana? - Quantos fetos morreram em cesarianas que voces se recordam? E em trabalho de parto? - Aonde está escrito que se a "PARTEIRA" diagnosticar sofrimento fetal com uma hora de antecedencia ( não sei como???) o feto não correrá risco de MORTE ou de seqüelas irreversíveis? É realmente o projeto do Dr. Jacyr foi lido por alguém que tem outros interesses ( como o laboratório Teuto, por exemplo ) e por isto foi-lhe devolvido com as explicações absurdas recebidas. Talvez tenha sido um pouco radical, mas estava cansado de ouvir sempre o mesmo assunto e ninguém falando ( mas fazendo sim ) o oposto. Claudio Sitya Santa Maria RS csitya@zaz.com.br -----Mensagem Original----- De: jacyrleal Para: Multiple recipients of list OBSTET-L Enviada em: Sábado, 11 de Março de 2000 08:24 Assunto: Re: CASAS DE PARTO Prezado Paulo e todos os colegas que responderam... Não precisa de pediatra, anestesista, obstetra. Apenas motorista de ambulância. Mas elas, as enfermeiras, podem dispor de cardiotocografia (é mole?) e fórcipe. Para quem não sabe, ESTÁ NA PORTARIA do Sr. ministro: "- Deve ser feito o diagnóstico de sofrimento fetal ou outras complicações obstétricas em até no máximo uma hora antes do problema para que a mãe possa ser transportada a um ambiente que possa lhe oferecer segurança" = Um Hospital. A pergunta é realmente essa: De quem é a responsabilidade ? De quem são os interesses ? Vamos perguntar ao CFM oque é realmente ato médico e qual a área de atuação da enfermagem ? Vamos questionar a juristas qual será a responsabilidade pelos danos causados ao feto, a mãe e a sociedade pelos casos funestos ? Responsabilizar o médico por não conseguir resolver para elas, as enfermeiras, quando receber na ambulância uma mulher e feto comprometidos, vindos da casa de parto ? Indignar-se não basta mas além de comentários isolados, por desinformação (ignorância minha), não sei quais medidas a Febrasgo, AMB, CFM e outras entidades estão tomando. Escrevi para todas as instituições e não tenho resposta. Por favor amigos. Ou é agora ou ... Que cada um faça sua parte. PS. Agradeço muito todos os comentários! Mas vamos buscar o debate dentro da lista. É a oportunidade que a Internet nos dá de trocarmos idéias e sentirmos o que todos pensam. E afinal esse é o fórum livre e apropriado para todos os nosso pensamentos, concordantes ou não. Grato José Jacyr Leal Júnior Centro de Avaliação Fetal Batel SC Ltda. Curitiba - Paraná - Brasil caf@jacyrleal.com.br http://www.jacyrleal.com.br PREZADO AMIGO: CONCORDO COM TODO O SEU DISCURSO. SOU COORDENADOR DE PROJETOS ESPECIAIS DA SEC. EST. DE SAÚDE- RIO DE JANEIRO. ESTOU LOTADO NA COORDENAÇÃO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA E COORDENO O PROGRAMA ESTADUAL DE MONITORAMENTO DE MATERNIDADES E SOU MEMBRO DO COMITÊ ESTADUAL DE MORTALIDADE MATERNA: NESTE FÓRUM TEM GENTE DEFENDENDO O PROJETO SAPOPEMBA, DE SP. É EXTREMAMENTE TEMEROSO...SE COMPLICAR UM PARTO COM CONSEQUENTE ÓBITO, DE QUEM É A RESPONSABILIDADE ??? JÁ HOUVI DIZER QUE "NÃO PRECISA NEM DE PEDIATRA "...!!!!!!! QUERO TROCAR MAIS IDÉIAS COM VC A RESPEITO. ÚLTIMA PERGUINTA: SE AS ESCOILA DE MEDICINA ESTÃO UMA DROGA PORQUE SERÁ QUE AS DE ENFERMAGEM ESTÃO DIFERENTES ?? UM ABRAÇO. PAULO ROBERTO REBELLO- MÉDICO
Administrador da lista: flavio.monteiro.desouza@obgyn.net Solicitações à lista: obstet-l-request@obgyn.net Última atualização: Mon May 19 16:33:23 2008 |
|