Re: Economia com software

From: jacyrleal (jacyrleal@jacyrleal.com.br)
Tue, 7 Mar 2000 16:55:41 -0300


Prezados senhores: Leiam esta notícia sobre uma importante e sensata medida tomada pelo Governo da França e que pode, e deve, ser seguida não somente pelo governos federal mas também pelos estaduais e municipais, nas três esferas ( judiciário, legislativo e executivo ).

A economia gerada seria de milhões de dólares, os quais poderiam ser muito melhor empregados, principalmente em um país pobre como o Brasil ( principalmente de idéias e iniciativas coerentes e inteligentes ).

Espero que os senhores reflitam a respeito de tomarmos a mesma medida que a França, país do dito Primeiro Mundo, está implementando.

Obrigado,

Paulo Maurício

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  Date: Tue, 29 Feb 2000 14:47:51 -0300 (EST)
  From: Flavio Rech Wagner <flavio@inf.ufrgs.br>

A Assembleia Nacional da Franca acaba de aprovar - e o Executivo sancionara' nos proximos dias - a "Resolution 495".

Trata-se de uma lei que proíbe que todo o servico público do pais em todos os niveis de governo use programas de computador, incluindo sistema operacional, comerciais e de codigo fonte fechado.

Isso significa que, apesar do poderoso lobby, a dobradinha Windows-Office foi banida do servico publico do pais dando lugar ao Linux ou FreeBDS e seus programas, especialmente o StarOffice.

Em nota oficial, o governo justificou a decisao alegando que a medida representará uma monumental economia para os cofres publicos uma vez que o Windows e seu pacote de aplicativos para Escritorio, MS Office, custam,em media, US$ 500,00 no total (e nao podem ser copiados), contra US$ 10,00 do pacote Linux-StarOffice, preco que representa, apenas, o custo do CD, que pode ainda ser livremente distribuido e copiado.

Tambem foi levada em consideracao a necessidade de se prolongar a vida util da base instalada de microcomputadores das reparticoes do pais. A maioria deles, velhos 386, 486, Pentium 75 e Pentium 100, nao conseguem mais rodar os aplicativos da Microsoft a contento, mas ainda sao perfeitamente capazes de funcionar com grande esatabilidade e rapidez com Linux e seus programas.

O que mais pesou, no entanto, na hora de os parlamentares optarem por uma politica nacional de informatica que privilegiasse os programas de dominio publico (gratuitos e de codigo fonte aberto) foram razoes seguranca nacional.

"Nao podemos permitir que toda uma nacao e seus sistemas de defesa fiquem a merce de um unico homem, de uma unica empresa" justificou o Ministerio da Defesa, em nota oficial.

A iniciativa francesa foi imediatamente seguida pela China que anunciou, esta semana, que adotara o Linux como o programa oficial para sua politica de informatica, que inclui o servico publico, o sistema educacional, o sistema de defesa e demais servicos.

A decisao deixa fora das maos da Microsoft e de outras empresas fabricantes de programas comerciais um mercado de mais de um bilhao de habitantes.

------------------------------------------------------------------------------ ------------------------------------------------------------------------- ------------------------------------------------------------------------- Resta sabermos se existem acordos comerciais com a Microsoft para o uso de seus programas nas repartições públicas brasileiras, o que poderia significar a existencia de "lobbies" a favor da manutençào do status quo, que beneficia, em princípio, somente a Microsoft e Bill Gates...

E, claro, haverá, com certeza, pressão do próprio Governo norte-americano, mas afinal, somos uma Nação soberana ou ainda o "quintal" dos EUA??...

A resposta depende de vocês, senhores, nossos representantes!!

------------------------------------------------------------------------------ ------------------------------------------------------------------------- ------------------------------------------------------------------------- Se você apoia esta medida, repasse ao maior número de pessoas e parlamentares!!

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Última atualização: Mon May 19 16:33:23 2008